MANUAL DE ACOMPANHAMENTO
Este material é destinado para apoio aos oficiais presente no 1°BPM-AP, tem como objetivo abordar de forma padrão os principais pontos referentes aos acompanhamento.
TÉCNICAS DE PILOTAGEM
1. Curvas
A técnica das curvas se dá através da abertura de angulação antes da curva (como visto em corrida de F1 e MotoGP por exemplo), essa técnica se dá para que durante a realização da curva seja necessário virar menos o volante da viatura, de forma que a curva possa ser efetuada com uma maior velocidade e menor necessidade de frenagem, além que com essa técnica é possível também ter uma melhor visualização do ponto futuro da curva, sabendo o que vem pela frente e dando um maior tempo para reação.
2. Dosagem de Freio e Acelerador
A técnica de dosagem do freio e acelerador, consiste no uso de leves toques no freio e não só utilizar do acelerador da viatura como se esta fosse um carro de corrida. Esta técnica, preferencialmente deve utilizada juntamente a técnica de curvas pois, com a realização das duas técnicas, uma se beneficiará da outra.
3. Cautela em Calçadas
Em calçadas e meios fios temos muitos fatores adversos que podem gerar um acidente com a viatura, sejam pedestres, postes, placas, árvores, etc. Dito isso, para evitar qualquer colisão com esses elementos é preferível que seja evitado sempre que possível a passagem por esses locais.
4. Trajeto
Um dos nossos objetivos no 1ºBPM-AP, é o de obter o Código 4, ou seja, o sucesso nos acompanhamentos a indivíduos e, por esse fator, é de extrema importância a realização do mesmo trajeto do indivíduo porém, não devemos esquecer de que, caso este erre, podemos e devemos corrigir o erro cometido pelo veículo acompanhado para que este não nos prejudique!
TIPOS DE ACOMPANHAMENTO
Atualmente, temos três principais tipos de acompanhamentos. Sendo eles o acompanhamento a pé, aquático e veícular.
Acompanhamento Veicular
Ao se iniciar uma abordagem, não sabemos qual será a reação do indivíduo. Apenas sabemos que o mesmo poderá se evadir da abordagem, iniciando assim um acompanhamento veicular de Código 2.
Caso a QRU inicial seja uma abordagem de Código 1, a QRU do acompanhamento será em Código 2 por "Desobediência". Nos demais casos, mantêm-se a QRU inicial
A estrutura de um acompanhamento veícular é baseada em viaturas primária, secundária e terciária.
Responsável por todo o acompanhamento (visual e modulação).
Responsável por se manter próximo a primária e assumir a mesma caso a primária venha dar QTA, além disso, também fica responsável por fazer cercos (desde que não atrapalhe sua posição como secundária).
Responsável pelo cerco, e, caso ocorra alguma acidente com civil, será a QSV que dará um breve QTA para prestar apoio.
Cerco
O cerco é o adiantamento dos locais por onde o indivíduo poderá passar; sem bloquear a passagem do mesmo. Dito isso, é é importante reforçar que essa geralmente é uma das funções da terciária e é principalmente útil se a primária e a secundária forem ficar "travadas" em um beco ou passagem que levará tempo para as mesmas realizarem.
Roadblock
Assim como o cerco, o Roadblock também consiste no adiantamento do local por onde o indivíduo passará. Todavia, neste, se faz o fechamento total do local por onde este passará com o objetivo de impedir a passagem total do indivíduo
Negação de fuga / Desembarque
Caso o indivíduo se negue a dar fuga ou, a descer do veículo É PROIBIDA a utilização de qualquer "artíficio" da polícia para a remoção do indivíduo, do veículo; incluindo utilizar o taser ou o comando /rv
Caso ocorra alguma das situações citadas acima, o oficial deverá ter o passaporte do indivíduo e a gravação do ocorrido e deverá abrir um ticket, relatando a situação por falta de bom senso do cidadão acompanhado.
Acompanhamento a Pé
Caso o indivíduo venha a abandonar o seu veículo ou, simplesmente se evada de uma abordagem a pé, é necessário que seja informado na rádio esse início, juntamente com uma breve descrição dos indivíduos que estão prestando fuga a pé.
"QAP Central, iniciando acompanhamento a pé no indivíduo do Cypher da QRU de ATM. O indivíduo segue de calça preta, blusa roxa e cabelo de dread azul"![]()
Uso do Taser![]()
Dentro do 1° BPM-AP, temos algumas situações que conferem aos oficiais a legalidade para utilizar o taser em um indivíduo durante um acompanhamento a pé. Essas situações estão listadas abaixo:
▪ Caso o indivíduo utilize algum meio de comunicação (celular ou rádio) durante o acompanhamento a pé.
Demonstração de uso do taser caso o indivíduo use meios de comunicação
▪ Caso o indivíduo utilize entorpecentes com o intuito de se beneficiar.
Demonstração de uso do taser caso o indivíduo use entorpecentes
A aplicação do Taser é proibida caso o indivíduo esteja molhado, seja por ter entrado na água, por estar chovendo ou qualquer outro motivo adverso, assim como é proibido também a utilização de Taser dentro da viatura ou para furar pneu de algum veículo.
Caso durante um acompanhamento à pé, o indivíduo se jogue na água e consiga pegar um Jet-Ski, está autorizada a neutralização DO JET-SKI.
USO DE ALGEMA, CAPUZ E TACO EM OFICIAL DURANTE ACOMPANHAMENTO A PÉ
▪ Algema: Caso, durante um acompanhamento a pé, o indivíduo algeme 1 oficial, faz-se valer a utilização do taser. Se, por ventura, o indivíduo algemar o 2° oficial, libera-se o disparo de arma de fogo no mesmo.
▪ Capuz: Caso, durante um acompanhamento a pé, o indivíduo utilize capuz em um ou mais oficiais, libera-se o disparo de arma de fogo para fins de neutralização.
▪ Taco: O uso de taco (ou similares) entre policiais e indivíduos só é permitido em QRUs de roubo de residência e tráfico de entorpecentes. Fora dessas situações, qualquer confronto deve ser resolvido diretamente com o taser, a menos que os oficiais, de forma descontraída, optem por utilizar o taco. Essa regra também se aplica ao uso de pé-de-cabra ou qualquer objeto não pontiagudo ou perfurocortante.
Acompanhamento Aquático
Assim como quando é iniciado um acompanhamento a pé, no acompanhamento aquático também se faz é necessário que seja informado na rádio esse início, onde somente e, no máximo DOIS OFICIAIS devem ficar em solo para realizarem a modulacão para demais unidades, enquantos os oficiais da PRIMÁRIA pulam junto com o indivíduo
"QAP Central, iniciando acompanhamento a pé no indivíduo do Cypher da QRU de ATM. O indivíduo segue de calça preta, blusa roxa e cabelo de dread azul"![]()
Com o indivíduo na água, os oficiais deverão avisá-lo 1 vez de que este deve sair da água imediatamente. Se ignorar a ordem dada, a manobra de soco será liberada.
▪ Caso durante um acompanhamento o indivíduo se jogue na água e consiga pegar um Jet-Ski, está autorizada a neutralização DO JET-SKI.
▪ Em casos onde o indivíduo puxe uma arma branca para o oficial durante o acompanhamento aquático, o oficial deverá se afastar e dar ordem (gritar) para o mesmo não realizar a ação, enquanto informa a situação de forma breve via /cp, permitindo assim que os oficiais tripulantes da G.R.A ou aquele que se encontrar em um Jet-Ski próximo, realize a neutralização do indivíduo.
FUNÇÕES COMPARTILHADAS
Em um acompanhamento, sempre teremos funções compartilhadas entre as QSV's / viaturas que, são essenciais para que um bom acompanhamento possa ser desenvolvido, nos permitindo o Código 4 no mesmo. Dentre as funções compartilhadas existentes, podemos citar:
Sinais Sonoros e Luminosos | SSLA utilização dos sinais sonoros e luminosos são de extrema importância para que as demais viaturas e civis saibam da sua intenção, quando estiver passando por um local
Atualmente, temos 3 códigos sonoros diferentes na nossa viatura, cada um com sua intensidade e objetivo, que devem ser executados da seguinte forma:
Usa-se no início de abordagens de Código 1 e 2
Usa-se durante todo o acompanhamento
Usa-se quando, durante um acompanhamento a viatura necessita trafegar pelo lado contrário da via ou venha a passar em uma região com grande número de terceiros (Praça, Hospital, Mecânica)
Atualmente, essa intensidade dos sinais sonoros e luminosos não se encontra funcional nas viaturas: VSTR, Hellcat e BF400
Para o "primeiro tipo" de QTA, podemos chama-lo também de QTA definitivo e, usaremos em situações em que sua viatura fica impossibilidata de continuar o acompanhamento (seja por quebra de motor, falta de combustível, queda da GTM, etc...)
Para o "segundo tipo" de QTA, tem-se o Breve QTA que, somente poderá ser utilizado pela terciária com o único objetivo de prestar apoio a civis ou GTM's atropelados e, pelo GRA para abastecimento ou, embarque de operadores
Estar a caminho de uma QRU, somente precisa e pode ser modulado, quando as unidades estiverem próximas da QRU, ainda assim, é importante ressaltar que modular "a QTI"
GPSO GPS age como um grande diferencial durante os acompanhamentos distantes e/ou próximos, isso porque o mesmo indica/informa a todos os oficiais, a localização exata de onde os demais oficiais em serviço estão
ModulaçãoEm todos os acompanhamentos, ter uma modulação direta e objetiva é essencial. Seja para as demais viaturas se localizarem ou, para outras viaturas próximas estarem cientes da situação que esta ocorrendo naquele local; por isso é fundamental ser direto e objetivo!
UltrapassagemDo início ao fim dos acompanhamentos, pode-se ocorrer ultrapassagens porém, toda ultrapassagem, deve ser feita com cuidado e, sempre pela esquerda. Ainda assim, é preciso ter atenção ao fato de que as posições de primária, secundária e terciária sempre devem ser mantidas
LIMITE DE VIATURAS POR QRU
Durante todo o nosso Código 0, sabe-se que existem diversas QRU's pela cidade porém, para que todas as unidades não se ocupem com uma única QRU, devemos seguir a seguinte regra:
- Roubo / Furto a ATM e Caixa registradora
- Tráfico de Entorpecentes / Venda de drogas
- Roubo / Furto de Veículo
- Corrida Ilegal
3 QSV's 4 rodas ou 2 QSV's 4 rodas + 1 unidade GTM *
3 QSV's 4 rodas ou 2 QSV's 4 rodas + 1 unidade GTM
Não contabilizamos por número de unidades 4 rodas ou GTM's mas sim, por quantidade de oficiais; limitado a 5 oficiais.
▪ *ACOMPANHAMENTO DE MOTO: LIMITE de 3 GTM's.
▪ Motos poderão utilizar classificação máxima em acompanhamento de carro.
▪ Carros poderão utilizar classificação máxima em acompanhamento de motocicletas.
G.R.A é uma
UNIDADE BÔNUS, mas só poderá ir em QRU's
onde o veículo seja S
ou S+ e, no caso de motocicletas A+.
SITUAÇÕES DE CÓD.3 E CÓD.5
Em situações de Código 3, possuimos o limite de unidades como em um acompanhamento normal, ou seja, 3 unidades, porém, caso um Sargento+ veja necessidade poderá chamar mais unidades para a situação e para maior organização é seguida a seguinte ordem durante o acompanhamento:
Esta ordem é definida por:
Situações de Código 5, são situações de alta periculosidade por isso, devemos ter atenção as situações para termos a certeza de quando poderemos liberar o Código 5 no indivíduo.
NO INDIVÍDUO:
▪ Ao tentar empurrar as viaturas na água
▪ Ao tentar empurrar uma viatura de lugares altos.
▪ Ao apontar armas de fogo para os oficiais
▪ Ao tentar roubar uma viatura do BPM
NO PNEU:
▪ A partir do 2° resgate o disparo no PNEU está permitido conforme explicação no tópico seguinte: Procedimento em Caso de Resgate.
Fora o caso anterior, não deverá haver nenhum disparo no pneu. Os procedimentos então serão:
▪ Caso o individuo acompanhado esteja em uma moto, caia duas vezes e retorne a ela, os oficiais da GTM poderão efetuar os procedimentos de Spike/Box.
▪ Ao ficar "brincando de bate-bate" ou usando do "break-check" para as viaturas baterem em seu veículo, deverão ser realizados os procedimentos de PIT/Spike/Box.
▪ Ao roubar uma viatura de americano (policial, bombeiros, ambulâncias, etc...), deverão ser realizados os procedimentos de PIT/Spike/Box.
▪ Ao atropelar um civil / GTM e não prestar apoio (ignorando a verbalização - caso "não tenha percebido"), deverão ser realizados os procedimentos de PIT/Spike/Box.
▪ Em situações de resgate, onde veículos atrapalhem o veículo acompanhado, deverão ser realizados os procedimentos de PIT/Spike/Box e a unidade GTM utiliza-se da manobra de chute para quebrar o motor do veículo.
- Lembrando que os procedimentos deverão ser realizados por um Oficial da Unidade Speed, preferencialmente.
Em situações de Código 3 ou Código 5, as unidades não precisam igualar a classe da viatura a do veículo acompanhado, logo é permitido utilizar a classe máxima da viatura em acompanhamentos de Código 3.
PROCEDIMENTO EM CASO DE RESGATE
Quando um indivíduo troca de um veículo para outro durante uma ocorrência, essa ação é considerada um 'resgate'. Nesses casos, não será realizado QTA por parte dos oficiais, exceto em situações de desmaio. Nessa exceção, a unidade deixará a ocorrência, podendo outra ser acionada para recompor a equipe desfalcada.
Nas situações de resgate iremos seguir os seguintes procedimentos:
▪ Motocicletas: é permitido o uso de Spike e Box. Além disso, caso o indivíduo caia duas vezes da motocicleta e retorne a ela, mantém-se os procedimentos pelos oficiais do GTM.
▪ Veículos de 4 rodas: é permitido APENAS o uso de Spike, PIT e Box para neutralização veicular, além da possibilidade de chamar até duas unidades extras para apoio, sendo prioridade SPEED.
▪ 2° Resgate: Em situações onde ocorra um 2° resgate, faz-se o uso do procedimento de disparos no pneu seguindo a seguinte ordem:GRA➔SPEED/GTM➔Cabo+ para autorizar A PRIMÁRIAIMPORTANTE:
1°. Caso não haja nenhuma das esferas mencionadas em QRV, o acompanhamento limpo deverá permanecer.
2°. Lembrem-se que o disparo deverá ser utilizado em último caso, permanecendo a preferência do uso da spike, pit e box.
-
▪ Em casos onde veículos atrapalhem o
veículo acompanhado na QRU de resgate,
disparos
poderão ser liberados por sargentos+,
conforme a necessidade da situação.
▪ O PIT estará liberado apenas para pilotos oficiais+ do grupamento da SPEED. Nenhuma outra pessoa possui tal liberação.
▪ O uso da spike está liberado apenas para os oficiais dos grupamentos SPEED e GTM.
▪ A neutralização veicular só deve ser feita por utilização de PIT, SPIKE e BOX.
▪ Em situações onde ocorra resgate em que o P1 vai para um veículo e o P2 para outro, deve-se manter até 5 unidades em cada um dos veículos.
Capotei o carro, posso desvirar? Cai da motocicleta, posso retornar?![]()
Pode.![]()
Furou o pneu, posso colocar os pneus faltantes e retornar para a QRU?![]()
Pode.![]()
Motor da viatura fundiu, posso passar um kit ou levar até o mecânico para consertar e retornar para a QRU?![]()
Pode.![]()
Viatura explodiu, mas eu não desmaiei, posso pegar outra viatura e voltar pro acompanhamento?![]()
Pode.![]()
Viatura está sem gasolina, posso sair da QRU, abastecer e voltar?![]()
Pode.![]()
Eu desmaiei no meio da QRU, posso voltar?![]()
Não pode.![]()
MANOBRA P.I.T
Tem se como P.I.T (Pursuit Technique Interception ou Técnica de Interceptação em Perseguição), uma manobra exclusiva do grupamento SPEED
Logo, esta pode ser executada quando há o resgate (mudança de um veículo para o outro) ou, quando o indivíduo forçar a frente de um carro esportivo em um local alto ou em escadas e, SOMENTE seguindo as regras abaixo:
▪ Necessário um Piloto+ do grupamento (apto após curso)
▪ Somente pode ser realizada abaixo de 180 km/h
A intenção da realização da manobra, nada mais é que, "no vento", forçar a frente da viatura na roda traseira (esquerda ou direita), do veículo acompanhado
RAMPAS
Atualmente saltos e rampas são permitidos na cidade! Dito isso, caso qualquer indivíduo realize qualquer salto ou rampa de um lugar para outro, nós do 1° BPM-AP realizamos as seguintes técnicas para mantermos o acompanhamento.
Além do que foi citado acima, informamos que se for necessário a realização de um salto/rampa, a manobra 360º pode auxiliar durante, fazendo com que sua viatura mantenha a estabilidade.
USO DE ESCADAS
Atualmente, tanto os cidadãos quanto os oficiais estão proibidos de utilizar seus veículos para subir escadas. Visando o cumprimento dessa norma, o 1º BPM-AP adota medidas específicas para lidar com essas situações. Caso ocorra tal infração durante um acompanhamento, o oficial responsável deverá acionar um Piloto Oficial+ da SPEED para a realização do P.I.T. Na ausência de um Piloto+ da SPEED em QRV ou acordado, o acompanhamento deverá prosseguir normalmente. Se possível, a prefeitura deverá ser contatada por meio de um ticket para registrar a ocorrência.
Dev: Adeusa Dokasi Void
Imagens: Leonardo C. Ferreira
Crédito: Matheus Pellegrini